Posted tagged ‘psicologia’

Pensamento

2 de abril de 2012

Psicologia Open Source – Uma proposta para a nova geração

1 de outubro de 2011

Antes de mais nada, não venho aqui propor uma abordagem nova ou uma linha de pensamento, o que quero trazer está mais para uma postura de movimento em pró de uma psicologia mais colaborativa e menos excludente, e porque não dizer retrógrada. Por tanto convido a toda atual geração de psicólogos e estudantes a juntos, criarmos soluções e estratégias para por um fim definitivo na separação que ocorre, muitas vezes de forma agressiva, dentro da própria psicologia. Mas este ponto eu abordarei mais adiante.

Primeiro entenda o porque do batismo deste movimento com o nome de “Open Source”. No mundo da informática, provavelmente, você já viu este termo, cujo o significado significa “código aberto”. Termo criado pela OSI ( Open Source Iniciative), cuja a proposta era (é) de criar softwares de forma colaborativa, sem tirar o mérito das criações individuais ou entrar em questões éticas. Numa visão mais “psicologizada” do assunto, podemos dizer que cada grupo de desenvolvedores mantem suas propostas, politicas e crenças, sem deixarem de colaborarem mutuamente, alem de manter aberto um canal para que terceiros possam aproveitar seus avanços. Tudo em prol de softwares livres e do respeito ao usuário que ganha em qualidade.

Certamente a psicologia tem muito que aprender com a área que, ironicamente, é exata. Dentro da psicologia, existem muitas separações e discursos moldados para destruir a proposta (visão) do “colega” da abordagem “contraria”. Mas espera ai! Aonde fica o “usuário” da psicologia nesta história ? Enquanto psicanalistas, humanistas, sociais até psicólogos analíticos, entre outros, ficam disputando para ver quem tem a “verdadeira” e unica verdade sobre a constituição do homem e sua psique, é o “usuário” quem fica no fogo cruzado, deixando de ter acesso ao melhor para lidar com sua angustia.  O “usuário” da psicologia tem vários nomes e grupos, pode ser chamado de paciente, cliente, de coletivo e social e enfim, do jeito que a abordagem melhor escolher.

O que quero propor que nos unamos para construir uma ponte para ligar as diferentes visões da psicologia para que possam aproveitar uma das outras quilo que tem de melhor. Temos a obrigação de criar uma canal de comunicação entre elas, e dar uma resposta a altura do tempo em que vivemos para este paradigma fundamentalista antiquado que ainda vivemos.

Imagine se um TCC e um psicanalista formem uma aliança em prol do cliente. Enquanto os psicanalistas tratam da origem do sintoma o terapeuta cognitivo comportamental, aliviam o sintoma em si para que o paciente/cliente, não tenha sua rotina comprometida. ou imagina as possibilidades de uma união entre Psicologia Analítica e NeuroPsicologia   Não sei como vamos chegar a isso, mas temos que começar já, principalmente se você for como eu, da geração que está chegando.

Não existe formula e método de fazermos isso pronto, precisamos nos organizarmos e nos juntarmos para que criemos juntos os primeiros passos para a construção de uma psicologia colaborativa. Então fica o convite para que você junto comigo consigamos responder a questão que é pertinente neste período em que vivemos. O que nós, como geração, podemos fazer em prol de uma psicologia colaborativa?

Então é isso. A Psicologia Open Source, é um movimento que pretendo iniciar aqui no pré-junguiano, em prol de uma psicologia colaborativa. Ninguém precisa abandonar seu mentor teórico (Freud, Jung, Skinner e etc…), mas podemos nos ajudar mutuamente em prol dos “usuários” da psicologia.

Me ajude a construir estratégias, participe deixando ideias, sugestões e discussões nos comentários, por email (eliasribeiro85@yahoo.com.br) e pretendo criar também outro canal de comunicação (como um fórum) para nos organizarmos. Mas não deixe de se manifestar, precisamos nos organizar e nos unir. E se puder, semeie esta ideia.

Muito obrigado, aguardo o retorno de vocês e até o próximo post!

Fiquem atentos a “Psicologia Open Source”

27 de setembro de 2011

Tentarei neste fim de semana trazer uma proposta para a nova geração da psicologia e áreas de interesse. Para que juntos montemos uma psicologia colaborativa e ativa. Vamos deixar de brigar e começar a colaborar.
Fiquem de olho no Pré-junguiano.
Abraços e até o próximo post!

O dia em que fui “obrigado” a ficar do lado da psicanálise!

26 de maio de 2011

Antes de mais nada, não caro leitor! Não abandonei Jung e nem tanto estou me inclinado para a psicanalise. Na verdade nem sequer vou entrar em um debate teórico. O que vou desabafar aqui é uma situação em que fui obrigado a assistir na qual a psicanalise foi vitimada e eu me sentiria mal se não desabafasse nas próximas linhas, pois antes de ser um grande admirador de Jung, também sou um ser humano e não gosto de ataques destrutivos seja para quem for.

Confuso? Bem, deixe-me situá-lo um pouco. Houve uma situação chata em que um docente fez um ataque gratuito a essa abordagem com o intuito destrutivo, na data de ontem. Vou contar a história logo abaixo.

Estamos, na universidade em que eu frequento, em período de ATIVs (trabalhos/seminários), e como é de praxe a turma é dividida em grupos e cada um apresenta um tema. O grupo que apresentou ontem falou um pouco sobre dependência química, e entre os autores usados para o trabalho estava Lacam. Foi ai que começou o ataque.

O falecido autor, foi acusado de se utilizar de “acrobacia intelectual” (admito que Lacam realmente não é fácil), e que todo argumento sobre o gozo, era bonito se escutar mas é inútil na prática. Os ataques continuaram e o nosso docente se ariscou a tentar ‘traduzir’ o pensamento publicado no quadro (que não colocarei aqui para não correr o risco de transcrever erroneamente), mas ele logo desistiu de sua interpretação diante de sua incapacidade de entender o autor.

Ele sequer apresentou uma alternativa melhor, e fez um pequeno ‘eterno’ discurso mostrando como seria inútil usar tais pensamentos com um dependente, pois o mesmo não entenderia. Mas espere ai! Não para o dependente entender! Que diabos de psicologo leria Lacam para seu paciente? Ou quaisquer autor que seja.

Não é a psicanalise que eu estou aqui defendendo. Estou defendendo aqui o direito individual, que cada um tem de escolher aquilo que acredita ser o melhor para você. Aliais! Eu pessoalmente acredito que é a abordagem que escolhe você. Afinal a melhor psicologia é aquela que te serve.

Da mesma forma que eu não gosto de ter a minha ‘psicologia do coração’ (junguiana) atacada por alguém que sequer sabe do que está falando. Se ele teve tal liberdade para atacar uma das mais defendidas de minha faculdade, o que eu posso esperar quando for a minha vez de ir lá a frente e usar Jung?

Exitem profundas diferenças entre criticar e atacar. Entenda meu conceito de ‘criticar’. Criticar para mim nada tem haver com ódio, para mim é acreditar que você tem uma proposta mais adequada à aquela apresentada. Mas nem por isso devemos tentar destruir o colega.

Chega de guerra! Acha que tem uma proposta melhor? Propõe um debate! Defenda sua linha de pensamento. Se bem me lembro bem, ontem ao se perguntado sobre qual vertente da psicologia o indivíduo em questão segue, ele não conseguiu responder. Estranho né?

Vou parar a historia por aqui, pois o ‘discurso’ caminhou mais adiante indo parar lá na fronteira do absurdo, aonde o conceito ‘eletrochoque’ ainda vagava como uma opção a nível da inquisição. Sério! Não iria estranhar se falasse em bruxas e fogeiras

Enfim, admito que tem muitas coisas da psicanalise que eu não gosto, tanto que não me identifico, mas ainda sim é uma linha antiga e importante na história da psicologia e também da Psicologia Analítica, que tem como ‘patriarca’ o Jung. Se eu não gosto de uma coisa na teoria do colega, a minha obrigação é de apresentar uma proposta alternativa e adequada. E mesmo que eu consiga outra proposta, não significa que o outro está errado, se fosse fácil assim determinar o que é certo ou errado, não haveria tantas diferenças, como psicologo ele deveria saber disso.

Bem esse foi um pequeno desabafo. Escrevi esse texto sem revisar e espero que esteja coerente, se eu escrevi algo que te ofendeu, me desculpe já de antemão, me avisa que eu corrigirei.

Vamos celebrar essa grande diversidade que é a psicologia, e vamos deixar a guerra teórica para ser resolvida no campo teórico.

Vídeo – Tipos Psicológicos (Programa Credencial do dia 22-11-2008)

23 de abril de 2010

 

Olá a todos,

Encontrei esse vídeo em uma garimpagem no Youtube. Trata-se de de uma reportagem com o psicólogo Dr. Daniel de Freitas Barbosa, que explica 4 tipos psicológicos.

A apresentadora leva quase 2 minutos para introduzir o programa e exibir a matéria, mas vale a pena esperar.

Créditos: vídeo tirado do canal do Youtube de programacredencial

Vídeo:

Descrição na página do vídeo:

“programacredencial — 24 de novembro de 2008 — Programa Credencial 22-11-2008 Bloco 1
Todo sábado 12h15 SBT Rede Massa
Assista esse vídeo e descubra QUAL SEU TIPO PSICOLÓGICO. a Jany em um bate-papo com o psicólogo Dr. Daniel de Freitas Barbosa. Descubra QUE TIPO DE PESSOA VOCÊ É”

Tirado de: http://www.youtube.com/watch?v=r-IIYEwWR00&feature=related

Abraço a todos e até o próximo post.

YIN E YANG NAS DINÂMICAS DOS RELACIONAMENTOS AMOROSOS

14 de abril de 2010

Por Felipe Salles Xavier

Do ponto de vista junguiano os conceitos Yin e Yang da filosofia oriental expressam valores do simbolismo de nossa psique, ilustram o funcionamento psicológico que deriva do conflito entre opostos na estrutura de nossa mente. Na filosofia chinesa eles caracterizam polaridades de diversos opostos, bem versus mal, masculino versus feminino, racional versus emocional, consciente versus inconsciente, entre tantos outros.

 

De acordo com essa forma de pensamento tudo o que existe no universo deriva desse conflito de opostos, mas o conflito não é negativo, é unificador, tornando-se é uma tentativa de combinar equilibradamente as partes do Yin e Yang.  Desse ponto de vista, nada é apenas um aspecto e se o é, se torna doentio. O ideal é utilizar todos os opostos para vivenciarmos diversas habilidades humanas.

 

Em seu livro Ponto de Mutação, o físico austríaco Fritjof Capra reuni conceitos da prática oriental com a física quântica e definiu certas característica. Yin é a capacidade de energia receptiva, cooperativa, solidária, emocional, ou seja, é a capacidade feminina da psique. Já Yang é a capacidade externa, agressiva, expansiva, competitiva, ação e mostra o lado mais animal e masculino do ser humano.

 

Na visão junguiana essas características ilustram Animus e Anima. Todo arquétipo tem sua base na experiência biológica humana. Nós somos gerados da parceria que existem entre o homem e a mulher, para existirmos precisamos do espermatozóide masculino e do ventre feminino. Assim recebemos cargas genéticas de ambos os sexos. Nossa existência se da na junção de questões básicas do DNA, somos formados a partir de 23 cromossomos masculinos e 23 femininos, totalizando 46 cromossomos numa célula chamada zigoto, dessa unificação nascem os seres humanos.

 

Os hormônios masculinos que habitam a alma feminina são a testosterona e o andrógeno, eles fazem parte da musculatura, ajudam a regular o sistema reprodutor e auxiliam que o processo da gravidez aconteça saudavelmente. No homem os hormônios femininos são a progesterona e o estrogênio, o que da ao homem auxiliam no processo energético, na massa corporal e gordura corporal. Biologicamente um habita o corpo do outro. E por termos estas bases genéticas e biológicas, herdamos também a estrutura psíquica.

 

Enfim, Animus é o arquétipo que organiza as experiências do masculino, todos os homens já são animus, pois biologicamente identificam-se através do corpo com esse arquétipo. A Anima é o arquétipo responsável pelo feminino, as mulheres ao nascerem já se identificam com essa imagem. Entretanto podem ocorrer exceções que causam disfunções psicológicas em nossas estruturas.

 

Mas, esses arquétipos vivem enquanto realidades psicológicas nos seus opostos. Todo homem possui dentro de si uma imagem do feminino, da mulher, da mãe e isso é a sua Anima, ela ensina ao homem a entrar em contato com seus lados subjetivos. E o mesmo ocorre com a mulher mas sua figura interna é o Animus que é o masculino, o homem, o pai e auxiliando o contato com o lado físico e real.  

 

Nas pessoas com um desequilíbrio entre essas funções, não existe um meio termo, ou se vivencia o lado Yin (Anima) ou o lado Yang (Animus). Isso ocorre pelo fato já dito acima, os complexos materno e paterno, por causa da inversão de papeis familiares há também um erro na percepção do feminino e masculino das mulheres. 

 

Exemplos são as mulheres que procuram homens mais velhos para se envolverem afetivamente, a nível inconsciente procuram um pai que cuide delas, e eles com a energia do complexo paterno negativo atuando acabam sendo esta imagem psíquica. Ou então, as mulheres que se envolvem com homens que procuram mães, elas dominam esses homens, os sufocam, tratando-os como crianças, isso porque a nível inconsciente procuram ser mães dos parceiros.

 

Há também o perfil de mulheres que valorizam demais o corpo e o sexo como se fosse à única coisa que tem a oferecer, isso é patológico, pois a própria mulher desconhece o feminino, e muitas dessas mulheres podem exercer o complexo materno negativo, traindo ou escolhendo homens que as traiam e as desvalorizem.

 

Já nos homens, eles podem ser homens indecisos, às vezes preferem interromper o relacionamento, tendo medo de se machucarem emocionalmente, sendo assim, trocam rapidamente de parceiras, sempre buscando relacionamentos seguidamente, se envolvendo apenas sexualmente, entretanto, isso é uma forma de defesa ao amor, pois inconscientemente tem a idéia de que não são bons para receberem isso.

 

Ou ainda, podem ser possuídos pelo complexo materno negativo, invocando a imagem arquetípicas do Don Juan, estes geralmente seguem assim procurando uma mãe-deusa, uma mulher perfeita que os faça apaixonar fortemente. Isso tudo é uma dinâmica inconsciente para os homens que são acometidos por esta imagem, eles não percebem que estão sendo manipulados por forças interiores, e além do mais, existe também uma cultura brasileira que reforça esse comportamento com diversos estímulos ambientais, fazendo as pessoas acreditarem que isso é ser homem.

Vídeo: “A Jornada da Alma”

11 de abril de 2010

Tenho notado o interesse de muitos em conhecer melhor os detalhes da vide de Jung, porem, tem se tornado difícil para muitos, pelo menos geograficamente, encontrar material com o personagem.

Portando hoje topei com o link abaixo que se trata do filme “A Jornada da Alma”, filme que conta a historia de Sabina Spielrein, a primeira paciente do Prof. Jung, o qual ela veio a ter um romance. Antes de me jogarem pedra, é bom lembrar que esta obra não conta a historia com fidelidade aos fatos, e de fato o diretor preferiu romantiza-la.

Bem antes de passar o link, gostaria de pedir que valorizassem a obra e de preferencia a locadora ou a compra de uma cópia original. Mas entendo que esse filme vive esgotado e não está disponível nas locadoras de muitas regiões, se esse for seu caso o link segue abaixo.

Clique na imagem para acessar o vídeo (página externa):

sinopse:

Em 1905 Sabina (Emilia Fox), uma jovem russa de 19 anos que sofre de histeria, recebe tratamento em um hospital psiquiátrico de Zurique, na Suíça. Seu médico, o jovem Carl Gustav Jung (Iain Glen), aproveita o caso para aplicar pela primeira vez as teorias do mestre Sigmund Freud. A cura de Sabina vem acompanhada de um relacionamento amoroso com Jung. Após alguns anos ela volta à Rússia, tornando-se também psicanalista e montando a primeira creche que usa noções de psicanálise para crianças. Década após sua morte, ela tem sua trajetória resgatada por dois pesquisadores.

Espero que o filme ajude em seus estudos.

Atualização: Link para Download do Filme=http://www.megaupload.com/?d=TGRX1T6E

Abraços e até o próximo post.

Referencias e links recomendados para esse assunto:

http://www.megavideo.com/

http://www.adorocinema.com/filmes/jornada-da-alma

http://pt.wikipedia.org/wiki/Sabina_Spielrein