Posted tagged ‘Psicologia Junguiana’

Os mitos e os conflitos do dia a dia – Psicologia Analítica

13 de dezembro de 2016

Versão online da palestra que dei presencialmente!

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O dia em que fui “obrigado” a ficar do lado da psicanálise!

26 de maio de 2011

Antes de mais nada, não caro leitor! Não abandonei Jung e nem tanto estou me inclinado para a psicanalise. Na verdade nem sequer vou entrar em um debate teórico. O que vou desabafar aqui é uma situação em que fui obrigado a assistir na qual a psicanalise foi vitimada e eu me sentiria mal se não desabafasse nas próximas linhas, pois antes de ser um grande admirador de Jung, também sou um ser humano e não gosto de ataques destrutivos seja para quem for.

Confuso? Bem, deixe-me situá-lo um pouco. Houve uma situação chata em que um docente fez um ataque gratuito a essa abordagem com o intuito destrutivo, na data de ontem. Vou contar a história logo abaixo.

Estamos, na universidade em que eu frequento, em período de ATIVs (trabalhos/seminários), e como é de praxe a turma é dividida em grupos e cada um apresenta um tema. O grupo que apresentou ontem falou um pouco sobre dependência química, e entre os autores usados para o trabalho estava Lacam. Foi ai que começou o ataque.

O falecido autor, foi acusado de se utilizar de “acrobacia intelectual” (admito que Lacam realmente não é fácil), e que todo argumento sobre o gozo, era bonito se escutar mas é inútil na prática. Os ataques continuaram e o nosso docente se ariscou a tentar ‘traduzir’ o pensamento publicado no quadro (que não colocarei aqui para não correr o risco de transcrever erroneamente), mas ele logo desistiu de sua interpretação diante de sua incapacidade de entender o autor.

Ele sequer apresentou uma alternativa melhor, e fez um pequeno ‘eterno’ discurso mostrando como seria inútil usar tais pensamentos com um dependente, pois o mesmo não entenderia. Mas espere ai! Não para o dependente entender! Que diabos de psicologo leria Lacam para seu paciente? Ou quaisquer autor que seja.

Não é a psicanalise que eu estou aqui defendendo. Estou defendendo aqui o direito individual, que cada um tem de escolher aquilo que acredita ser o melhor para você. Aliais! Eu pessoalmente acredito que é a abordagem que escolhe você. Afinal a melhor psicologia é aquela que te serve.

Da mesma forma que eu não gosto de ter a minha ‘psicologia do coração’ (junguiana) atacada por alguém que sequer sabe do que está falando. Se ele teve tal liberdade para atacar uma das mais defendidas de minha faculdade, o que eu posso esperar quando for a minha vez de ir lá a frente e usar Jung?

Exitem profundas diferenças entre criticar e atacar. Entenda meu conceito de ‘criticar’. Criticar para mim nada tem haver com ódio, para mim é acreditar que você tem uma proposta mais adequada à aquela apresentada. Mas nem por isso devemos tentar destruir o colega.

Chega de guerra! Acha que tem uma proposta melhor? Propõe um debate! Defenda sua linha de pensamento. Se bem me lembro bem, ontem ao se perguntado sobre qual vertente da psicologia o indivíduo em questão segue, ele não conseguiu responder. Estranho né?

Vou parar a historia por aqui, pois o ‘discurso’ caminhou mais adiante indo parar lá na fronteira do absurdo, aonde o conceito ‘eletrochoque’ ainda vagava como uma opção a nível da inquisição. Sério! Não iria estranhar se falasse em bruxas e fogeiras

Enfim, admito que tem muitas coisas da psicanalise que eu não gosto, tanto que não me identifico, mas ainda sim é uma linha antiga e importante na história da psicologia e também da Psicologia Analítica, que tem como ‘patriarca’ o Jung. Se eu não gosto de uma coisa na teoria do colega, a minha obrigação é de apresentar uma proposta alternativa e adequada. E mesmo que eu consiga outra proposta, não significa que o outro está errado, se fosse fácil assim determinar o que é certo ou errado, não haveria tantas diferenças, como psicologo ele deveria saber disso.

Bem esse foi um pequeno desabafo. Escrevi esse texto sem revisar e espero que esteja coerente, se eu escrevi algo que te ofendeu, me desculpe já de antemão, me avisa que eu corrigirei.

Vamos celebrar essa grande diversidade que é a psicologia, e vamos deixar a guerra teórica para ser resolvida no campo teórico.

[Download]Segredos do Ocultismo

25 de outubro de 2010

Como sugerido pelo amigo Sidarta no comentário do post anterior, pesquisei na net e achei o documentário completo “Segredos do Ocultismo” do qual foi retirado o trecho que foi usado no post Freud contra Jung.

Os links pertencem ao blog Rainbow Documentários e a este pertencem os créditos de publicação.

Segredos do ocultismo

Descrição tirada de Rainbow Documentários:

Segredos do Ocultismo:
Produzido do Discovery Channel este documentário revela o fascinante e misterioso mundo do ocultismo. O mundo dos antigos mágicos analisado através dos olhos de grandes cientistas. Uma investigação e discussão sobre a magia, o misticismo, o significado dos sonhos e os métodos utilizados há séculos, para se comunicar e compreender o mundo do sobrenatural. Na série também somos apresentados aos avanços realizados por grandes cientistas como Newton, Galileu, Carl Jung e Einstein. Ilustres pensadores que contribuíram para o desenvolvimento e avanço da ciência moderna.

Tamanho do Arquivo: 560 mega [cada]
Audio: Dublado
Codec:  Divx
Qualidade: TVRip
Autoria: gmail.com

Links para Download:

Primeiro Episódio: Os Cientistas  Download

Segundo Episódio: Os Mágicos   Download

Mais uma vez agradecimentos ao leitor Sidarta e ao blog Rainbow, no qual não tive contato, porem disponibilizou na internet esse excelente material.

Referencia:

http://rainbowdocumentarios.blogspot.com/2010/07/segredos-do-ocultismo.html (acessado em 25/10/2010)

[Vídeo]Sigmund Freud contra Carl Jung

13 de outubro de 2010

 

Meio que por acidente me deparei com um vídeo no canal do Youtube de SeteAntigos7, que possuía esse curioso documentário da Discovery.

Embora a descrição do vídeo colocada na página seja, na minha opinião, agressiva em relação a psicanalise. Esse é um material que não pode ficar de fora, por se tratar de uma parte importante da Psicologia Analítica (Junguiana).

Vídeo:

A descrição abaixo é uma transcrição da página de SeteAntigos7 e não se refere a opinião do Pré-junguiano. Nós do Pré-Junguiano respeitamos as outras correntes de pensamentos, embora não sejamos obrigados a acreditar na mesma e esse direito e reciproco.

Descrição

“Sigmund Freud era um ateu/materialista assumido, ele até que fez progressos no entendimento da mente humana e suas anomalias, porém por conta de sua ideologia predileta, adotada em contraponto ao domínio das religiões, isto é o materialismo ateísmo, deixou a ciência de lado e resolveu adotar uma posição pseudocientifica, ignorando dados importantes que mostrava com clareza que sua visão reducionista estava equivocada.” (…)

Artigo no site:
http://seteantigoshepta.blogspot.com/…
Freud então se tornou um PSEUDOCIENTISTA que fazia de tudo para acobertar as evidencias que iam contra a sua ideologia Materialista/Ateia, e distorceu o que pode para valida-la.
Já Carl Jung, discípulo de Freud resolveu ser mais honesto e cientificamente mais preciso, ele como verdadeiro cientista se rendeu as evidencias, em vez de as esconder.”(…)

Gostaria de aproveitar e fazer uma pequena publicidade. Visitem meu novo projeto paralelo: http://newbieaulas.rg3.net (vídeo aulas grátis)

Abraços.

Referencias:

http://www.youtube.com/user/SeteAntigos7 (Acessado em 13 de setembro de 2010)

Vídeo – Tipos Psicológicos (Programa Credencial do dia 22-11-2008)

23 de abril de 2010

 

Olá a todos,

Encontrei esse vídeo em uma garimpagem no Youtube. Trata-se de de uma reportagem com o psicólogo Dr. Daniel de Freitas Barbosa, que explica 4 tipos psicológicos.

A apresentadora leva quase 2 minutos para introduzir o programa e exibir a matéria, mas vale a pena esperar.

Créditos: vídeo tirado do canal do Youtube de programacredencial

Vídeo:

Descrição na página do vídeo:

“programacredencial — 24 de novembro de 2008 — Programa Credencial 22-11-2008 Bloco 1
Todo sábado 12h15 SBT Rede Massa
Assista esse vídeo e descubra QUAL SEU TIPO PSICOLÓGICO. a Jany em um bate-papo com o psicólogo Dr. Daniel de Freitas Barbosa. Descubra QUE TIPO DE PESSOA VOCÊ É”

Tirado de: http://www.youtube.com/watch?v=r-IIYEwWR00&feature=related

Abraço a todos e até o próximo post.

Vídeo: “A Jornada da Alma”

11 de abril de 2010

Tenho notado o interesse de muitos em conhecer melhor os detalhes da vide de Jung, porem, tem se tornado difícil para muitos, pelo menos geograficamente, encontrar material com o personagem.

Portando hoje topei com o link abaixo que se trata do filme “A Jornada da Alma”, filme que conta a historia de Sabina Spielrein, a primeira paciente do Prof. Jung, o qual ela veio a ter um romance. Antes de me jogarem pedra, é bom lembrar que esta obra não conta a historia com fidelidade aos fatos, e de fato o diretor preferiu romantiza-la.

Bem antes de passar o link, gostaria de pedir que valorizassem a obra e de preferencia a locadora ou a compra de uma cópia original. Mas entendo que esse filme vive esgotado e não está disponível nas locadoras de muitas regiões, se esse for seu caso o link segue abaixo.

Clique na imagem para acessar o vídeo (página externa):

sinopse:

Em 1905 Sabina (Emilia Fox), uma jovem russa de 19 anos que sofre de histeria, recebe tratamento em um hospital psiquiátrico de Zurique, na Suíça. Seu médico, o jovem Carl Gustav Jung (Iain Glen), aproveita o caso para aplicar pela primeira vez as teorias do mestre Sigmund Freud. A cura de Sabina vem acompanhada de um relacionamento amoroso com Jung. Após alguns anos ela volta à Rússia, tornando-se também psicanalista e montando a primeira creche que usa noções de psicanálise para crianças. Década após sua morte, ela tem sua trajetória resgatada por dois pesquisadores.

Espero que o filme ajude em seus estudos.

Atualização: Link para Download do Filme=http://www.megaupload.com/?d=TGRX1T6E

Abraços e até o próximo post.

Referencias e links recomendados para esse assunto:

http://www.megavideo.com/

http://www.adorocinema.com/filmes/jornada-da-alma

http://pt.wikipedia.org/wiki/Sabina_Spielrein

A Cabala Como Esquematização do Corpo Simbólico (Parte 1)

5 de dezembro de 2009

POR FELIPE SALLES XAVIER

Nosso corpo é uma ferramenta imaginal de contato com as emoções, com os elementos da natureza que o formam, com a alma e com a mente, repetindo a história de sua criação. Para uma explicação do corpo arquetípico foi utilizada questões da Cabala no plano expressivo da manifestação do arquétipo.

 

A palavra Cabala significa “Tradição”, ela é um sistema de compreensão do mundo místico judaico, onde se acreditava que seria possível entender Deus. Mas, com o passar dos anos a Cabala evolui como forma de compreensão da organização do esquema corporal da vida, sendo chamada também de a Árvore da Vida.

 

A árvore é um símbolo sagrado encontrado nas mais diversas culturas em diferentes épocas, ela faz parte do inconsciente coletivo. Segundo a psicóloga Angelita Scárdua, ela representa a estrutura do universo, seus galhos representam a conexão com as dimensões superiores e sagradas da existência humana, já as raízes simbolizam a ligação com os aspectos inferiores, primitivos e básicos e funcionais da vida. Seus frutos dão a ela atributos positivos do eterno.

 

Sempre damos significados a algo tentado explicar a nossa própria existência, e uma forma pela qual fazemos isso é na utilização da Metáfora Espacial, que é algo simples que nos auxilia a compreensão arquetípica dos símbolos. Ela se refere às dimensões físicas, “à cima”, “a baixo”, “esquerda” e “direita”, todos estes tem uma associação em diversas áreas inclusive com o corpo.

 

Quando falamos que estamos nos sentindo bem, felizes ou com outros sentimentos positivos dizemos que nos percebemos para “cima”, e quando estamos nos sentindo mal, tristes dizemos que nos sentimos para “baixo”. Podemos ver que sempre usamos os significados da metáfora espacial em nossas vidas.

 

Na religião, nos contos-de-fada, na mitologia podemos ver que associamos o sagrado, o divino, o espiritual, o bondoso, o superior e os deuses com o espaço geográfico do alto, e quando falamos de mal, desonesto, sujo, diabo ou seres maléficos e as perdas, ligamos a idéia do espaço geográfico do subterrâneo e inferior.

 

Com essa explicação torna-se mais fácil entender o sentido filosófico e existencial da Árvore da Vida no sentido cabalístico. Na parte superior da árvore cabalística localizada na cabeça vemos a Coroa e na parte inferior localizado nos pés e pernas vemos o Reino, o que simbolicamente demonstra a conexão do sagrado com o mundano. Há também na cabala a separação do lado esquerdo com a escuridão e impureza, e no lado direito temos a fonte da luz e da pureza.

 

Sempre associamos inconscientemente a parte esquerda do corpo com algo negativo, pois biologicamente e culturalmente não desenvolvemos este lado, evoluímos desenvolvendo o lado direito. O lado esquerdo mostra no esquema corporal o coração que é símbolo da emoção e também é o lado do inconsciente, pois é o lado menos trabalhado, e nele existem muitas emoções perdidas e não trabalhadas, por isso o associamos ao impuro e ao escuro, pois está mal resolvido e escondido. Também está associado à mãe.

 

Já o lado direito é naturalmente o lado mais desenvolvido na maioria das pessoas, é o lado do “trabalho” porque evoluímos utilizando essa parte do corpo, portanto é a zona do consciente, da luz, pois é o que conhecemos e temos a percepção mais avançada.

 

A luz é o símbolo típico do conhecimento em todas e quaisquer mitologias, contos-de-fada e religiões. Isso também é biológico, basta olhar para os tempos ancestrais, nesta época fazíamos tudo durante a parte clara do dia, porque era menos perigoso e nos permitia boa visão das coisas ao nosso redor, já à noite não tínhamos auxilio da luz para enxergar nada, existiam inimigos a espreita, feras e o desconhecido. Por isso damos a luz o símbolo do conhecimento e as trevas o significado de sombrio, perigo e maléfico. Também está associado ao pai.

 

A esquematização simbólica da Cabala se organizou de acordo com a experiência evolutiva humana. Segundo o livro Zohar (Esplendor) – um livro místico judaico – ensina que a alma humana se divide em três elementos básicos o Nefesh que se associa aos instintos desejos corporais e é a parte inferior e animal da alma. O Ru’ach é associado às virtudes morais e a habilidade de distinguir o bem e o mal, é a parte mediana do espírito. E o Neshamah é a parte que nos separa claramente das outras formas de vida, relaciona-se com o intelecto, permite que o individuo tenha consciência de Deus.

 

E com Raaya Meheimna – um livro posterior ao Zohar – ainda incluem mais dois níveis. O Chayyah que nos permite ter a percepção do divino e o Yehidah que possibilita ao homem a união máxima com Deus, é a parte mais superior da alma. Isso deixa mais clara a árvore cabalística na Metáfora Espacial.