Posted tagged ‘pensamentos’

Mutável: assim vejo a Vida!!

4 de novembro de 2009

Por Ebrael Shaddai.

**************************

Quero agradecer ao amigo Elias pela oportunidade de expor minhas idéias. Oxalá eu possa contribuir comas reflexões propostas pelo Elias a todos os buscadores do conhecimento.

No afã de decidir, entre tantos compromissos blogosféricos, sobre o tema de meu ensaio de estréia, resolvi buscar uma frase de Jung para fazer uma crítica, à luz de minha vivência de particular. Ei-la:

O conhecimento não baseia-se apenas na Verdade, mas também no Erro.

De início, percebo algo interessante: ele não refere-se a nenhuma mentira. Ele vê a Verdade não como algo absoluto, mas uma antítese, como a claridade a é em relação à escuridão. Afinal, a Verdade absoluta, se ela houver, não admite um oposto, não precisa de nada que a equilibre. A verdade cada um tem a sua. Mas como aferir se uma verdade está certa?? Não há.

Conceituo a Verdade relativa como algo que permite que alguém afirme algo sem dúvidas. Mas, então Hitler dizia verdades, só por estar convicto do que dizia?? Sim, Hitler dizia verdades àqueles que não duvidavam dele.

Conceituo Erro como algo que te leva a ir por um caminho (qualquer caminho) que você não trilha segundo a Verdade (certeza de algo “agora” imutável). Você segue sem estar convicto. Por mais que essa escolha seja “benéfica”, ela será um erro na medida que vai contra sua Consciência, contra seu conhecimento acerca de sua verdade.

Num segundo instante, vejo retratada na frase célebre de Jung uma alusão clara sobre a dualidade fundamental do Universo manifestado (que pode ser aferido pela mente objetiva ou subjetiva).

À luz do dito de Jung, poderíamos traçar um axioma:

Erro ————->>> Sophia <<<————- Verdade

E porque isso?? O que seria essa dualidade fundamental?? Nada a ver com alma e matéria, não!! Filosoficamente, poderia afirmar que o Livre-Arbítrio é o produto áureo dessa dualidade fundamental, que transforma tudo em moedas. Sim, moedas, como as moedas têm duas faces, todas as idéias primordiais (Arquétipos), formam pares de opostos, não para uma guerra eterna, mas para oferecer possibilidade ao homem de decidir. Somente pode evoluir quem pode decidir, seja entre uma casa ou apartamento, seja entre uma coxinha ou um ovo recheado.

Tudo é uma coisa só. Depois do Zero eterno, que fica entre dois polos (números negativos e positivos), surgiram todas as potências universais de manifestação e todas as coisas que esses “números” representam. O Zero foi o primeiro número sem ser número. Por isso é a representação do Eterno, que É sem ser coisa alguma, que não é  positivo nem negativo. Por isso é circular, à moda pitagórica.

Enquanto seres pensantes, sujeitos às marés da vida, sempre estaremos envoltos de tormentas e calmarias, dias de sol e noites de temporais. Assim é porque necessitamos da noite negra e escura, para descansarmos, e nunca reclamamos dela.

Assim são as dores, apenas sensações físicas ou espirituais, que nos alertam de um desequilíbrio. Todas coisas são neutras, em essência, o pecado que transgride e liberta e a virtude que liberta e congrega a mente e o corpo em harmonia.  Todas as coisas podem ser boas ou más, ao meu e ao seu olhar, sem querer dizer que absolutamente são assim ou que permanecerão assim.

Como julgar Hitler, se ele acreditava mesmo ser um predestinado, se ele cria mesmo que ele faria um bem à humanidade, exterminando os judeus?? Para nós todos, o que ele fez é repugnante, mas como censurar a mente de Hitler, mente essa que era um Mundo só dele, Mundo no qual cada um é Rei e súdito, Deus e o Diabo, a Luz e as Trevas??

Todos somos Um, dentro de cada um, e na pluralidade!! Somos o Bem e o Mal reconhecíveis quando andamos na rua, quando nos olhamos ao espelho e deitamos em nossa cama à noite, solitários.

Como dizia Fernando Mendes Campos, dando uma de Deus:

Bebe a água sem bebê-la, e anda por toda parte sem ir a parte alguma.

******************************

Fontes:

http://www.frases.mensagens.nom.br/frases-autor-c1-carlgustavjung.html

http://memoriasdeebrael.blogspot.com/2009/10/fernando-mendes-campos-e-o-folclore-de.html

Anúncios