Psicologia Open Source – Uma proposta para a nova geração

Antes de mais nada, não venho aqui propor uma abordagem nova ou uma linha de pensamento, o que quero trazer está mais para uma postura de movimento em pró de uma psicologia mais colaborativa e menos excludente, e porque não dizer retrógrada. Por tanto convido a toda atual geração de psicólogos e estudantes a juntos, criarmos soluções e estratégias para por um fim definitivo na separação que ocorre, muitas vezes de forma agressiva, dentro da própria psicologia. Mas este ponto eu abordarei mais adiante.

Primeiro entenda o porque do batismo deste movimento com o nome de “Open Source”. No mundo da informática, provavelmente, você já viu este termo, cujo o significado significa “código aberto”. Termo criado pela OSI ( Open Source Iniciative), cuja a proposta era (é) de criar softwares de forma colaborativa, sem tirar o mérito das criações individuais ou entrar em questões éticas. Numa visão mais “psicologizada” do assunto, podemos dizer que cada grupo de desenvolvedores mantem suas propostas, politicas e crenças, sem deixarem de colaborarem mutuamente, alem de manter aberto um canal para que terceiros possam aproveitar seus avanços. Tudo em prol de softwares livres e do respeito ao usuário que ganha em qualidade.

Certamente a psicologia tem muito que aprender com a área que, ironicamente, é exata. Dentro da psicologia, existem muitas separações e discursos moldados para destruir a proposta (visão) do “colega” da abordagem “contraria”. Mas espera ai! Aonde fica o “usuário” da psicologia nesta história ? Enquanto psicanalistas, humanistas, sociais até psicólogos analíticos, entre outros, ficam disputando para ver quem tem a “verdadeira” e unica verdade sobre a constituição do homem e sua psique, é o “usuário” quem fica no fogo cruzado, deixando de ter acesso ao melhor para lidar com sua angustia.  O “usuário” da psicologia tem vários nomes e grupos, pode ser chamado de paciente, cliente, de coletivo e social e enfim, do jeito que a abordagem melhor escolher.

O que quero propor que nos unamos para construir uma ponte para ligar as diferentes visões da psicologia para que possam aproveitar uma das outras quilo que tem de melhor. Temos a obrigação de criar uma canal de comunicação entre elas, e dar uma resposta a altura do tempo em que vivemos para este paradigma fundamentalista antiquado que ainda vivemos.

Imagine se um TCC e um psicanalista formem uma aliança em prol do cliente. Enquanto os psicanalistas tratam da origem do sintoma o terapeuta cognitivo comportamental, aliviam o sintoma em si para que o paciente/cliente, não tenha sua rotina comprometida. ou imagina as possibilidades de uma união entre Psicologia Analítica e NeuroPsicologia   Não sei como vamos chegar a isso, mas temos que começar já, principalmente se você for como eu, da geração que está chegando.

Não existe formula e método de fazermos isso pronto, precisamos nos organizarmos e nos juntarmos para que criemos juntos os primeiros passos para a construção de uma psicologia colaborativa. Então fica o convite para que você junto comigo consigamos responder a questão que é pertinente neste período em que vivemos. O que nós, como geração, podemos fazer em prol de uma psicologia colaborativa?

Então é isso. A Psicologia Open Source, é um movimento que pretendo iniciar aqui no pré-junguiano, em prol de uma psicologia colaborativa. Ninguém precisa abandonar seu mentor teórico (Freud, Jung, Skinner e etc…), mas podemos nos ajudar mutuamente em prol dos “usuários” da psicologia.

Me ajude a construir estratégias, participe deixando ideias, sugestões e discussões nos comentários, por email (eliasribeiro85@yahoo.com.br) e pretendo criar também outro canal de comunicação (como um fórum) para nos organizarmos. Mas não deixe de se manifestar, precisamos nos organizar e nos unir. E se puder, semeie esta ideia.

Muito obrigado, aguardo o retorno de vocês e até o próximo post!

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One Comment em “Psicologia Open Source – Uma proposta para a nova geração”

  1. Danielle Silva Rodrigues Says:

    muito legal a proposta Elias, apesar de achar difícil a maioria aceita-la.
    Uma ideia que acho legal é que cada caso é um caso e cada psicologo poderia ver se aquilo cabe dentro da sua abordagem ou seria melhor em outra.


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