Anima e Animus e os Pares Ideais

 

Antes de mais nada devo lembrar que ainda não sou formado, porem este trabalho não tem valor como referencia para um estudo mais profundo. Caso se interesse pelo assunto, utilize as referencias ao fim deste post.

image

Acho que posso dizer sem medo de errar que todos podem dizer que possuem seu “tipo de mulher” ou “tipo de homem”. Também não é incomum ouvirmos que “Fulana só namora o homem errado”. Se nos guiarmos pelo senso comum podemos deduzir que há um padrão, e eles podem estar certos, pelo menos pelo viés da psicologia, especialmente para Jung e Freud, nota-se que tanto o homem quanto a mulher, constroem um ideal para as escolhas de seus parceiros, e tentarei mostrar este fato por um ângulo Junguiano.

O inconsciente para Jung, está dividido “anatomicamente” em duas partes, o pessoal (similar aquele descrito por Freud), e o coletivo (comum a todos os indivíduos) e as provas de sua teoria estão expressas nas semelhanças entre culturas e religiões. (recomendo assistir a série “O poder do Mito” aqui no blog). E os arquétipos seriam imagens latentes que provem de nosso inconsciente coletivo, comum a todos nós como uma espécie de matriz natural, porém essas imagens vão “tomando forma” durante nossa individuação. Dois arquétipos representam a imagem da mulher e do homem, e são respectivamente eles, a anima e o animus.

Sabemos que o homem possui uma minoria de genes femininos que foram sobrepujados pela maioria masculina, e no campo do inconsciente essa minoria feminina é o que Jung chama de anima, é como uma pequena parte feminina dentro do homem. Esse arquétipo é a própria imagem da mulher e usa as mulheres que fazem parte da vida do homem como receptáculo para sua imagem. Inicialmente a anima utiliza a imagem da mãe, o que faz com que a criança tenha uma imagem quase mágica da mãe. Ao longo de sua vida o homem transfere essa imagem para coisas externas e reais, a imagem vai mudando e sofrendo influencias de outras mulheres, podem ser a professora, tia, uma atriz famosa e etc. A anima toma a forma da mulher que o homem constrói ao longo de sua experiência e por isso é muito comum o homem seguir certos padrões quando busca uma parceira, são características que mesclam qualidades de sua mãe com de outras mulheres que infestaram seu imaginário quando mais novo. Quando o homem mescla a anima a componentes sexuais, isso fica mais evidente com um comportamento mais romântico e sua atenção a estética. Podemos ver a representação da anima em contos de fadas, pinturas, poemas, musicas e até mesmo nas cartas de Tarô (a Papisa por exemplo).

Enquanto no homem a anima é ligado um aspecto mais feminino, sensível e intuitivo, na mulher o animus, representa um aspecto mais masculino, decisivo e é constituídas das experiências que a mulher teve ao longo de sua vida em encontros com o homem. Funciona como a anima no homem, porém o animus representa a minoria de genes masculinos, sobrepujados pelos femininos. A imagem do animus tem como primeiro receptáculo a imagem do pai e com o tempo vai sendo mesclada, por imagens de artistas, poetas, músicos e etc. Não preciso entrar em muitos detalhes sobre o animus, pois ele está para a mulher como a anima está para o homem. O animus determina o ideal do parceiro que a mulher pretende eleger para si.

image Enquanto o homem projeta a anima na mulher amada, a mulher projeta o animus no homem amado. Essas imagens trazem um ideal perfeito, fazendo que a pessoa amada se torne irresistível, e por este motivo, não é raro os conflitos entre casais, pois seus ideais não vão corresponder na totalidade de seu amado(a), e quando a realidade é conflitada com as imagens quase fantasmagóricas do animus e da anima os problemas surgem. Isso não quer dizer que a imagem romântica de um relacionamento deva ser apagada, pelo contrario, essa é uma boa oportunidade para se lidar com as diferenças e tentar conhecer melhor o seu parceiro(a).

Os arquétipos podem dar um sabor, mais fantástico a vida, e isso é bom, porem não podemos exigir que o próximo corresponda aos seus ideais, se não o individuo não estiver bem resolvido com essas questão, provavelmente ele vai pular de um relacionamento para outro, sempre “cometendo o mesmo erro”.

Bem acho que é isso, sei que o texto pode conter erros ou você pode ter outra visão sobre o assunto, então aproveite compartilhe conosco pelos comentários ou pelo e-mail: alceman@hotmail.com

Até o próximo post.

Referencias:

Silveira, Nise Da; Jung Vida e Obra; 21ª Edição; Editora Paz e Terra.

http://katiaemanexo.blogspot.com/2009/09/critica-ao-amor-e-amizade.html (imagem do andrógeno)

http://www.psychokiller.blogger.com.br/2006_07_01_archive.html (imagem do ursinho triste)

Infelizmente eu perdi a anotação com toda a referencia que usei, então postarei posteriormente as referencias completas.

Indique agente: Adicionar aos Favoritos BlogBlogs"> Adicionar artigo ao Total News

Explore posts in the same categories: Artigo, Jung

Tags: , , , ,

You can comment below, or link to this permanent URL from your own site.

One Comment em “Anima e Animus e os Pares Ideais”


  1. Excelente descrição do animus e da anima! Bem fiel ao pensamento junguiano.


Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s


%d blogueiros gostam disto: